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Agropecuária

Produção de pastagens forrageiras ao longo do ano

O bom manejo pode oferecer de 60% a 100% da dieta volumosa para vacas em lactação e rebanhos

Caminhos da Agropecuária

Caminhos da AgropecuáriaTudo sobre a agriculta e pecuária com a engenheira agrônoma e mestre em Desenvolvimento Regional, Marlise Lovatel. CREA/SC 076.116-5. Entre em contato pelo e-mail: [email protected]

03/10/2018 20h02Atualizado há 1 ano
Por: Redacao
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Fotos: Marlise Lovatel
Fotos: Marlise Lovatel

Iniciando a Primavera, inicia-se também a época mais adequada para o plantio de pastagens, especialmente as de clima quente. O uso de pastagens adaptadas na região é uma ferramenta indispensável para a produção de leite de forma eficiente. Pastagens bem manejadas podem oferecer de 60% a 100% da dieta volumosa para vacas em lactação e rebanhos, que pode variar em função do grau de exigência nutricional, intensificação da exploração leiteira e da especialização e potencialidade genética.

O município de Descanso está em uma situação privilegiada climaticamente para produção de pastagens. É possível em toda sua extensão, assim como na região Oeste e grande parte do estado de Santa Catarina, o cultivo e oferta de pastagens durante o ano todo. Se baseado na utilização de espécies tropicais, também chamadas de estivais ou de clima quente, que variam de 200 a 210 dias de crescimento, e de espécies de clima temperado também chamadas de hibernais ou de clima frio, com 120 a 180 dias de crescimento.

As espécies forrageiras mais utilizadas são de maneira geral classificadas botanicamente em duas famílias: gramíneas - basicamente gramas e capins de folha longa, e leguminosas - que apresentam folhas arredondadas e produções sementes em vagens. Também se dividem em anuais e perenes: as pastagens anuais são normalmente propagadas por sementes, se desenvolvem e se reproduzem em menos de um ano. Normalmente precisam de revolvimento do solo para melhor germinação, contudo, espécies anuais de inverno apresentam bom desempenho quando lançadas em sobressemeadura em pastagens perenes.

As variedades de pastagens perenes que duram vários anos, dependem efetivamente do manejo e da adubação para sua longevidade. Há um grande número de pastagens perenes, principalmente, gramíneas, que são reproduzidas apenas por via vegetativa, pois produzem menos sementes que as espécies anuais e grande parte delas produzem sementes estéreis. Possuem boas reservas no colmo e nas raízes para sobreviverem às condições adversas de frios rigorosos ou secas.

Na primavera, entramos na época adequada para implantação de pastagens de estação quente, temos condições de temperatura e umidade adequada para boa germinação de espécies anuais e efetivo rebrote de espécies perenes, crescendo nos períodos posteriores de verão-outono. Ao chegar à estação fria, as pastagens anuais podem morrer e as pastagens perenes podem paralisar seu crescimento. As pastagens de estação fria germinam ou rebrotam no outono e se desenvolvem durante o inverno e em parte da primavera.

O uso de misturas de gramíneas de estação quente com leguminosas de estação fria tem proporcionado bons índices nutricionais para a produção de leite a base de pasto. Considerando manejos que permitam a expressão do potencial qualitativo de espécies subtropicais utilizadas regionalmente, que possuem em torno de 12% a 20% de proteína com base na matéria seca, e mais de 60% de digestibilidade, é possível, comprovado por vários estudos, a produção de até 15 kg/vaca/dia somente a pasto.

Em geral, os sistemas de produção de leite a pasto e a base de pasto apresentam rendimentos e receitas menores que em sistemas de confinamento ou semi-confinamento, contudo, oferecem uma margem líquida maior para o agricultor. Considerando que apresentam menores custos de produção com concentrados energéticos, protéicos, combustíveis, mão de obra e investimentos em instalações.

Em sistemas extensivos, com uso de animais de produção moderada, um programa de alimentação a base de pastagens perenes tende a minimizar a estacionalidade e aumentar a produção por animal e por área. Em sistemas produtivos com maior uso de tecnologias e com animais de maior potencial genético, a utilização de pastagens de qualidade pode reduzir os custos de alimentação e aumentar a renda dos agricultores, estimando a manutenção de altas produções, contribuindo para a sanidade dos animais lactantes e também na redução de impactos ambientais quando se evita a concentração de dejetos, principalmente.

É importante aproveitarmos as condições de clima e época favoráveis para fazer a implantação de pastagens de boa qualidade, escolhendo variedades perenes que suportem o clima regional e que permaneçam por longos anos produzindo boa oferta de volume e nutrientes aos animais. Que sejam resistentes a insetos e com moderada exigência em fertilidade, o que proporciona boa produção com baixos custos financeiros e ambientais.

  • Produção de pastagens forrageiras ao longo do ano
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