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Especial

Dia das Crianças: amor e determinação dos pais às trigêmeas descansenses

Casal Adalberto (Beto) e Rosali Stasiak conseguiram ter as filhas após procedimento por fertilização in vitro

12/10/2020 10h16
Por: Redacao
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As irmãs têm 11 anos de idade demonstram sua gratidão (Fotos: Portal Minha Descanso)
As irmãs têm 11 anos de idade demonstram sua gratidão (Fotos: Portal Minha Descanso)

Manuela quer ser médica. Hérica pretende atuar como bombeira. Letícia sonha com advocacia. As três descansenses, além da idade, 11 anos, têm algo em comum. Elas são trigêmeas e nasceram em 15 de janeiro de 2009. No Dia das Crianças, comemorado neste 12 de outubro, vale a pena ler a matéria em que o casal Adalberto (Beto) e Rosali Stasiak conseguiram realizar o sonho após vários anos de casados.

Com problemas em uma das trompas de Rosali, que fez cirurgia em 2003, a orientação médica foi fazer o procedimento por fertilização in vitro (veja mais no final desta matéria). As chances, naquele tempo, eram as mínimas possíveis. De 10 milhões, uma poderia dar certo. Os dois sabiam que era uma tentativa, pois as condições financeiras não iriam permitir uma segunda chance. Mas a fé falou mais alto. A confirmação da gravidez trouxe alegria e muita expectativa.

“Foi um investimento de R$ 50 mil desde o tratamento, cirurgia e despesas de hospitais. Elas nasceram com cerca de 2 quilos cada. Após completar 20 dias, as três estavam casa, porque vieram de forma intercalada. Lembro quando retornei em casa e me perguntei: e agora como vai ser? A mesa também estava cheia de remédios, era gande a responsabilidade para os horários e as dosagens certas”, lembra Rosali.

Muitos desafios e muita força começariam a partir daquele momento. Quem é pai ou mãe sabe que cuidar de uma criança é uma tarefa nada fácil. Imagina, quando envolve três pequenas. Leite importado, fraldas, roupas, exames e acompanhamento médico foi rotina certa, sem contar o cansaço do casal. “Fiquei meses sem olhar para fora. Mas pensei, se Deus me escolheu, ele sabia que eu era capaz”, diz a mãe.

Para tentar aliviar os afazeres, o casal contratou uma empregada doméstica boliviana, contudo, ela não conseguiu dar conta, ficando apenas oito meses na função. Rosali, que ajudava o marido na marcenaria, precisou ficar somente em casa. “Eu sempre faço as minhas coisas na correria e com pressa para vencer os compromissos”.

Por sua vez, Stasiak, profissional por mais de 40 anos e dono do negócio próprio há quase duas décadas, trabalhava com persistência para garantir o melhor às pequenas. “De tão cansado que eu estava uma vez, cheguei a dormir em pé por 30 minutos lá na marcenaria. Não foi fácil. Mas só tenho a agradecer porque nunca faltou serviço”, recorda o pai.

“Eu também era responsável por ir comprar roupas. Rosali não podia, ficava em casa cuidando delas. Foi um aprendizado diferente, e hoje continua com o crescimento delas”, acrescenta.

Paciência

A paciência sempre prevaleceu. Stasiak fala que tudo tinha que ser igual. Se comprava uma bola ou joguinho, elas queriam que fossem parecidos. Na sala de casa cada uma tem o seu sofá. Elas dormem no mesmo quarto. E por legislação e decisão dos pais, as irmãs estudam na mesma escola e juntas no 6º ano.

Gratidão

O casal nunca esperou nada de ninguém. Tudo o que conseguiram foi através de muito trabalho. “Só tenho a agradecer a Deus que elas nunca ficaram doente e também pela minha saúde”, comenta a mãe.

“Nos sentimos realizados, porque depois, não sei se foi a cirurgia em uma das trompas, mas tivemos o Gustavo, que atualmente tem 6 anos. Tudo o que a gente faz é por amor aos nossos filhos. A gente procura dar uma boa educação. Nesta pandemia, por exemplo, tive que também ser uma professora”, destaca Rosali.

“A gente sabe que eles batalharam bastante”, reconhece Manuela.

“Eles cuidaram bastante de nós”, agradece Letícia, emocionada.

“Muito obrigado por cuidarem de nós”, enaltece Hérica.

O que é a fertilização in vitro?

Conforme o site Pró Criar, essa técnica consiste em uma coleta de gametas masculinos e femininos para que a fecundação aconteça dentro de um laboratório, em um ambiente controlado e, apenas depois, seja transferido para o útero da mãe.

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