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Saúde

Como identificar o autismo em crianças

Esses pacientes apresentam uma trajetória atípica da maturação cerebral

Saúde e Bem-Estar

Saúde e Bem-EstarEsse espaço é dedicado aos profissionais da área da saúde e do bem-estar!

23/10/2020 14h54
Por: Redacao
Fonte: Assessoria de Comunicação
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(Foto: Assessoria de Comunicação)
(Foto: Assessoria de Comunicação)

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma doença neurocomportamental caracterizada pela retração social, obsessão por comportamentos repetitivos e problemas na linguagem. Esses pacientes apresentam uma trajetória atípica da maturação cerebral, que leva a diferenças anatômicas, funcionais e de conexão entre as diferentes áreas do cérebro, provavelmente relacionadas aos diferentes sintomas e traços autistas.

Ainda é um mistério o mecanismo causal, mas sabe-se que há grande influência genética assim como ambiental - exposição no período gestacional ao álcool e cigarro, diabetes mellitus, agrotóxicos, antidepressivos, baixa ingestão materna de gorduras omega-3.

A primeira descrição da doença foi feita em 1943 quando Leo Kanner descreveu um grupo de 11 crianças as quais acreditava terem vindo ao mundo “sem a predisposição de serem sociais”. Pela Organização Mundial de Saúde, estima-se que a prevalência seja de 1 a cada 160 crianças, sendo meninos mais frequentemente acometidos.

Quais os sinais do Autismo?

Devemos suspeitar do TEA quando houver problemas de comunicação verbal e não-verbal (pobre contato visual, vocabulário reduzido), rigidez em suas rotinas e brincadeiras, interesses restritos, hipersensibilidade a estímulos sonoros, luminosos, entre outros. Frequentemente apresentam períodos de agitação quando saem de sua rotina ou são submetidos a situações estressoras.

Hoje já se sabe que existem alguns sinais de alerta para o diagnóstico precoce do TEA, que podem ser observados nos bebês, sendo eles: ausência de contato visual com os pais, inclusive com a mãe durante a amamentação, não sorrir em resposta aos sorrisos dos pais, não erguer os braços quando os pais vão pegá-lo, não demonstrar interesse por objetos, e preferir dormir no berço sozinho a ser ninado no colo.

É importante lembrar que essa doença persistirá durante a adolescência e vida adulta, e embora isto esteja mudando, estes pacientes estão sujeitos ao bullying, estigmatização, discriminação e violação dos direitos humanos. Portanto, o diagnóstico e tratamento precoces são a melhor forma de reduzir o sofrimento tanto para os pais como para o paciente.

Por Candice Gehlen Bregalda, médica Neurocirurgia/Neuropediatria do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste

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