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Casal de agricultores produz vassouras artesanais em Descanso

São vendidas até duas mil unidades por ano

15/01/2021 16h36
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Por: Redacao
Atividade surgiu por renda alternativa e auxílio nos estudos do filho mais velho de Hélio e Janete Kosvoski (Fotos: Portal Minha Descanso)
Atividade surgiu por renda alternativa e auxílio nos estudos do filho mais velho de Hélio e Janete Kosvoski (Fotos: Portal Minha Descanso)

Para ter uma renda alternativa e também no intuito de colaborar com os estudos do filho mais velho que cursava faculdade de medicina na Bolívia, o casal Hélio e Janete Kosvoski, moradores de linha Colorado, interior de Descanso, aceitaram a parceria e proposta de um vizinho para fabricar vassouras.

Os descansenses de linhas Famoso e Colorado, respectivamente, são produtores de leite, fumo e milho. Há sete anos encontraram alguns imprevistos, também financeiros. Foi aí que o então morador da comunidade, Eloy da Silva, 70 anos, deu a sugestão para produzir e confeccionar vassouras de forma artesanal e em sociedade.  

“Na época, estava difícil para todos. Ele e sua mulher estavam um pouco doentes. Fiz a proposta para plantarmos juntos. Cedi o espaço, ele limpou e colhemos. Em pequena área plantada dá um bom dinheiro”, diz Silva.

Helena, 61 anos, a mulher de seu Eloy, recorda que a produção de vassouras foi um ofício adquirido por ensinamentos de uma terceira pessoa. Com o casal Kosvoski, foram duas safras feitas conforme o acordo. Depois, a família Silva se mudou para a cidade, deixando ferramentas e equipamentos de presente para os novos aprendizes.

Mas para fabricar o principal utensílio doméstico de limpeza, Hélio, 60 anos, precisou de persistência. “Eu não consegui fazer a primeira vassoura”, lembra. “Ele suou bastante”, brinca Silva.

Produção

Com apoio da mulher, Hélio faz o preparo da terra e o plantio nos dois hectares entre agosto a fevereiro. Depois de a planta estar pronta, em torno de quatro meses, é feita a colheita das palhas, classificação das menores e maiores, retirada das sementes e guardadas em feixes. “A palha não pode pegar chuva após ser colhida, senão ela fica escura”, explica Hélio.

Após esse processo, nas horas folga, o casal começa propriamente a fabricar as unidades, que chega até duas mil por ano. Com os cabos comprados em atacado, eles utilizam arame e dois pregos, colocam a palha na prensa e, por maior habilidade, Janete faz a costura através de barbante especial.

Depoimentos

Hélio e Janete Kosvoski tem dois filhos. Além do Anderson, o Edson, que é formado em medicina, agradece os pais pelo empenho e exemplo de vida. “Quando decidi ir estudar em outro país, conversamos e prontamente meus pais me apoiaram. Lembro de nós fazendo as contas (aluguel, mensalidade, custo de vida...). Meu pai disse: vamos torcer para ninguém ficar doente, que damos um jeito. Sou muito grato por tanto esforço e amor que dedicaram a mim. Espero retribuir todo esse amor, e muito trabalho à minha profissão”.

Os ex-vizinhos também deixaram seus votos de prosperidade. “Hoje, o casal está fazendo dinheiro. Estou contente por eles”, fala Eloy. “A satisfação é ver que estão indo bem com essa atividade”, destacou Helena.

Contato

Neste ano cada vassoura é vendida por R$ 15. “Se bem cuidada, a vassoura pode durar mais de 8 meses”, segundo Janete. As unidades são comercializadas em Anchieta, Romelândia, Flor do Sertão, Iraceminha, São Miguel do Oeste, Tunápolis, São João do Oeste, São José do Cedro, entre outros municípios. “Em lugares que eu chego faço muitas amizades. O pessoal diz: olha o homem da vassoura”, finaliza Hélio. O telefone para contato é (49) 98897-2243.

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