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Ameosc orienta pelo retorno das aulas presencial, mas prefeitos terão autonomia de decisão

Cada chefe do poder Executivo municipal apresentou a realidade de seu município, destacando um aumento de casos da Covid-19 nos últimos dias

24/02/2021 14h24
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Por: Redacao Fonte: Assessoria de Comunicação
 Foram nove votos a favor e oito contra o retorno (Foto: Assessoria de Comunicação)
Foram nove votos a favor e oito contra o retorno (Foto: Assessoria de Comunicação)

A grave situação vivida pelo Extremo Oeste em meio à crescente casos de infectados e óbitos pelo novo Coronavírus vem exigindo frequentes discussões entre os prefeitos da região. Na manhã desta quarta-feira, 24 de fevereiro, os chefes dos Executivos dos municípios abrangidos pela Ameosc (Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina) se reuniram em assembleia virtual para discutir os encaminhamentos frente ao quadro extremamente preocupante.

A reunião teve também a participação da secretária de Saúde de Palma Sola e coordenadora do Colegiado Regional de Saúde da Ameosc, Débora Prevedello Durigon, e do secretário de Educação de Descanso e Coordenador do Colegiado de Educação, Maicon Rosin.

Durante a reunião, os gestores discutiram a possibilidade de retorno das aulas presencial, previstas na assembleia da última semana para o dia 1º de março. Os prefeitos ressaltaram a importância da retomada das atividades presenciais, levando em consideração a interação social dos alunos e a melhoria do aprendizado, mas reforçaram que a medida poderia ser um fator determinante para o surgimento de novos casos de Covid-19, mesmo que as orientações de segurança sejam seguidas com rigidez.

Cada prefeito apresentou a realidade de seu município, destacando um aumento de casos da Covid-19 nos últimos dias. Em seguida, cada um manifestou seu voto com relação ao tema.

O presidente da Ameosc, prefeito de Princesa, Edilson Miguel Volkweis, explica que nove prefeitos votaram pelo retorno das aulas presenciais e oito votaram pelo não retorno. Dessa forma, ficou definido que cada município teria sua autonomia de decisão.

“A orientação da Ameosc é pelo retorno as aulas no dia 1º, mas ficou em aberto para que cada município estudasse a sua realidade e adotasse a postura que julgar conveniente”, explica.

Entenda a situação do Hospital Regional

Há semanas, o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, de São Miguel do Oeste - referência para o atendimento de Covid-19 na região Extremo Oeste – vem registrando lotação máxima e falta de leitos de UTI.

Frente a este quadro, os profissionais foram obrigados a improvisar leitos de UTI no Pronto Socorro da instituição hospitalar. A situação dramática preocupa ainda mais levando em consideração a já necessária medida de transferência de pacientes para outras cidades catarinenses com vagas disponíveis.

No último domingo, 21, o secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, esteve em São Miguel do Oeste e anunciou a ampliação de cinco novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o Hospital Regional Terezinha Gaio Basso. Os leitos foram ativados na unidade ainda no início da semana passando de 18 para 23 leitos. Mesmo assim, o Hospital segue com ocupação de 100% na UTI. Outros quatro pacientes aguardam vagas na UTI.

Dados

Nos últimos seis dias, o número de casos de Covid-19 cresceu 10% na região da Ameosc. Já os óbitos cresceram 11% no mesmo período. Já a média de Santa Catarina é de aumento de 3,9% de casos registrados e de 3,4% de óbitos.

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