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Senhor de Descanso encontra água no subsolo ao usar forquilha de pessegueiro

A procura e a confiança na sua habilidade é tanta que o senhor presta serviços para duas empresas de São Miguel do Oeste. Elas atuam na perfuração de minipoços artesianos

07/03/2021 09h32
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Por: Redacao
Eloy da Silva sabe exatamente o local, quantidade e profundidade do bem precioso (Fotos: Portal Minha Descanso)
Eloy da Silva sabe exatamente o local, quantidade e profundidade do bem precioso (Fotos: Portal Minha Descanso)

Encontrar água debaixo da terra não é uma tarefa muito fácil. Porém, não para Eloy da Silva, 70 anos. Com uma forquilha de pessegueiro, o morador de Descanso possui habilidade que, segundo ele, descreve como ‘dom’, ao saber exatamente o local, quantidade e profundidade do bem precioso responsável pela sobrevivência dos seres vivos. “São tantas pessoas que nem lembro quantas ajudei”, enfatiza o senhor aposentado.

O rio-grandense de Nova Prata se declara autodidata. Para aperfeiçoar a técnica, em que muitos chamam de radiestesia, ele apenas soube precisar a quantidade de metros para se chegar até a água. O conhecimento foi através de um pintor, poceiro e explorador de água. Este senhor estava em serviço na casa dos pais de Silva.

Conforme seu Eloy, que tem mais de 55 anos de experiência para achar água no subsolo, qualquer vara verde é boa, mas prefere a do pessegueiro pelo fato de ser resistente. Em poder dela e com o pulso firme, o trabalho começa.

“Quando a forquilha gira rapidamente para baixo significa que tem muita água. Para saber a profundidade, deixo a forquilha na mesma posição, mas ando de ré. Também sei dizer se tem pedra ou laje, se pode ser feito poço raso ou artesiano”, explica.

A procura e a confiança na sua habilidade é tanta que o senhor presta serviços para duas empresas de São Miguel do Oeste. Elas atuam na perfuração de minipoços artesianos. “Faço o meu serviço bem feito. Só falhou uma vez por causa de uma fenda, o que é totalmente natural acontecer. Os empresários me levam a vários lugares da região”.

O senhor lembra que viajava a cavalo mais de 5 quilômetros e não cobrava para ajudar outras pessoas a encontrar a água. Hoje ainda se nega a receber pelo trabalho. “Quando alguém me solicita aqui em Descanso, eu não aceito que me paguem. Apenas aceitei uma pequena recompensa dos empresários, uma vez que eles cobram de seus clientes por esse serviço”, fala.

Seu Eloy mora no município de Descanso desde os seus 7 anos de idade. Na linha Colorado dedicou praticamente sua vida como produtor de milho, feijão e soja. Ele também foi pedreiro. É casado com dona Helena. O casal tem quatro filhos.

Silva já foi mencionado por outro agricultor pela sua forma bondosa de ajudar ao ter incentivado a produção de vassouras.

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