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Bancada do Oeste referenda atuação do Hospital Regional de São Miguel do Oeste

O Hospital dispõe de 92 leitos e é referência para o atendimento de pacientes de 30 municípios, o que corresponde a 230 mil habitantes

07/04/2021 13h56
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Por: Redacao Fonte: Assessoria de Comunicação
Diretor geral da unidade, Rodrigo Lopes comentou aos deputados que prejuízo é R$ 1,5 milhão por mês (Foto: Daniel Conzi/Agencia AL)
Diretor geral da unidade, Rodrigo Lopes comentou aos deputados que prejuízo é R$ 1,5 milhão por mês (Foto: Daniel Conzi/Agencia AL)

A atuação do Instituto Santé na gestão do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso, de São Miguel do Oeste, pautou a reunião da Bancada do Oeste, realizada na manhã desta quarta-feira, 7 de abril. A Organização Social (OS), que gerencia a unidade hospitalar há cinco anos, apresentou os resultados do trabalho realizado e pediu o apoio dos parlamentares na renovação do convênio com o Estado e para a recomposição do valor contratual.

O Hospital Regional de São Miguel do Oeste dispõe de 92 leitos e é referência para o atendimento de pacientes de 30 municípios, o que corresponde a 230 mil habitantes. No último ano, em função da pandemia, a unidade foi reestruturada e passou a disponibilizar 122 leitos. Aos dez leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) existentes foram acrescidos outros 25 para o atendimento de pacientes com Covid-19. Ainda assim, no pico da contaminação por Coronavírus ocorrido na região no mês de março, o hospital chegou a ter 20 pacientes entubados na área do pronto atendimento, à espera de um leito de UTI, de acordo com o diretor geral, Rodrigo Lopes.

Questionado pelos deputados Fabiano da Luz (PT) e Marlene Fengler (PSD) sobre as principais dificuldades da instituição durante a pandemia, Lopes citou a falta de profissionais, a necessidade de reestruturação física para a ampliação de leitos, a falta de medicamentos e os preços abusivos desses insumos no mercado. Disse, ainda, que a pandemia evidenciou que o hospital é pequeno para o atendimento regional. “Se os hospitais menores da região não tivessem assumido os pacientes clínicos, menos graves, a nossa dificuldade seria ainda maior”.

Conforme Lopes, o enfrentamento da pandemia desestruturou o equilíbrio financeiro da unidade, principalmente em função do alto custo dos insumos e medicamentos. “Não tem como fazer gestão com R$ 1,5 milhão de prejuízo por mês, que é o que estamos gastando em medicamentos, então, a recomposição financeira em função da Covid é necessária”, disse Lopes. Ele afirmou que o Estado está buscando um meio legal de compensar os hospitais por esses custos e que os repasses financeiros estão em dia.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro de Nadal (MDB), que propôs a participação dos representantes do hospital na reunião da Bancada do Oeste, destacou a importância da unidade hospitalar para o Extremo Oeste e propôs que o colegiado referende o trabalho realizado e interceda à Secretaria da Saúde pela renovação do contrato, recomposição financeira e ampliação da estrutura.

Oncologia

O deputado Mauricio Eskudlark (PL) enfatizou a atuação do hospital na área de oncologia, cuja implantação foi “uma luta dos parlamentares durante anos”. Implantado em 2018, o serviço de oncologia realizou 18 mil atendimentos de pacientes no período, 5,4 mil sessões de quimioterapia e 1.580 cirurgias oncológicas. “Quantas viagens as pessoas deixaram de fazer para Chapecó ou Florianópolis para buscar atendimento? Esses números são muito importantes”. O deputado acrescentou que a renovação do contrato de gestão com o Instituto Santé deve respeitar os critérios legais, mas é de interesse para a região.

Recursos da Alesc

A deputada Luciane Carminatti (PT) apontou a necessidade de questionar a Secretaria de Estado da Saúde sobre como foram investidos os R$ 20 milhões destinados pela Assembleia Legislativa para apoio aos hospitais do Oeste e, ainda, apoiou a defesa de maior suporte do governo do Estado ao Hospital Regional de São Miguel do Oeste.

O deputado Nilso Berlanda (PL) também reconheceu a necessidade de reajuste contratual. Ele disse ter certeza de que a secretária de Estado da Saúde, Carmen Zanotto, terá sensibilidade para essa causa. O deputado Fabiano, como coordenador da Bancada do Oeste, solicitou que Berlanda intermedie uma audiência da bancada com a secretária para discussão do assunto.

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