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Criminosos se passam por delegados para extorquir vítimas em redes sociais

Presidente da Adepol-SC enfatiza que em caso de uma investigação, a pessoa será devidamente intimada por uma Delegacia de Polícia

22/04/2021 08h14
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Por: Redacao Fonte: Assessoria de Comunicação
Os casos já estão sendo investigados (Foto: Divulgação)
Os casos já estão sendo investigados (Foto: Divulgação)

A Adepol-SC alerta sobre um golpe cada vez mais recorrente no Estado: criminosos se passam por delegados para extorquir vítimas em redes sociais. Ao primeiro contato, procure a Delegacia de Polícia e registre um Boletim de Ocorrência.

Esse golpe não é exclusividade de Santa Catarina. Há casos registrados em vários estados. Um dos mais frequentes é o da “sextorsão”. Nele, a vítima recebe um pedido de amizade em uma rede social, por parte de uma jovem atraente. Durante a conversa, a pessoa envia fotos nuas e também pede fotos íntimas.

A partir do momento em que as fotos são enviadas pela vítima, os suspeitos começam a extorsão, afirmando pedofilia e exigindo dinheiro, a fim de evitar um suposto processo. O “falso delegado” propõe uma resolução “amigável”, mediante recompensa.

O público-alvo são homens. Há também casos de supostas cobranças por dívidas judiciais e tributárias, as quais não têm relação com a atividade do delegado de Polícia.

A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Diretoria Estadual de Investigações Criminais e outras unidades, já investiga esses casos. As investigações já chegaram, por exemplo, a uma quadrilha que agia de presídios do Rio Grande do Sul.

“O importante é prevenir como não iniciar conversas com perfis desconhecidos e sem identificação. Não trocar informações, principalmente fotos íntimas e, na primeira suspeita, procurar a Polícia Civil”, destaca o presidente da Adepol, Rodrigo Bortolini. Ele chama a atenção para os contratempos que a ação dos golpistas geram para os próprios policiais civis e delegados.

“São nomes de profissionais sérios usados indevidamente para a prática de crimes. Mas uma coisa precisa ficar bem clara: Policial Civil não fala sobre investigação por redes sociais. Em caso de uma investigação, a pessoa será devidamente intimada por uma Delegacia de Polícia”, completa Bortolini.

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