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Em operação com selo climático da CBI, Sicredi capta recursos junto à IFC para fomentar uso de energia solar

O empréstimo é o primeiro de uma instituição financeira cooperativa brasileira a receber a certificação da Climate Bonds Iniciative (CBI)

01/06/2021 09h33
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Por: Redacao Fonte: Assessoria de Comunicação
O valor é de US$ 120 milhões, cerca de R$ 600 milhões (Foto: Divulgação)
O valor é de US$ 120 milhões, cerca de R$ 600 milhões (Foto: Divulgação)

Para atender à crescente demanda por crédito destinado à instalação de sistemas de energia fotovoltaica (energia solar), o Sicredi, instituição financeira cooperativa com mais de 5 milhões de associados e presença em 24 estados e no Distrito Federal, buscou recursos fora do país, firmando acordo de parceria para captação com a International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo  Banco Mundial, para estimular projetos de energia solar. A linha de crédito internacional é de US$ 120 milhões (cerca de R$ 600 milhões) e vai financiar projetos de energia solar dos associados da instituição em todo o Brasil. 

Esta é a primeira operação de uma instituição financeira cooperativa brasileira a receber certificação emitida pela Climate Bonds Initiative (CBI), organização internacional que atua para promover investimentos na economia de baixo carbono, estabelecendo as melhores práticas para o mercado em termos de integridade ambiental dos produtos de economia verde. A operação também detém certificação pelo Green Loan Principles (GLP), que atesta que os projetos oferecem benefícios ambientais claros e verificáveis e que os processos de avaliação e seleção, assim como a gestão dos recursos e o seu monitoramento, seguem padrões internacionais. É também a primeira operação do IFC para uma instituição brasileira com certificação GLP.

“A busca por iniciativas ecoeficientes, como o uso de energia renovável, está alinhada a um movimento global em busca da redução das emissões de gases de efeito estufa, ao qual estamos engajados no Sicredi. Buscamos sempre alternativas para que os nossos associados tenham acesso ao crédito de forma rápida e segura para apoiar seus projetos sustentáveis e, ao mesmo tempo, estamos criando soluções para também tornar a nossa atuação ainda mais sustentável”, explica João Tavares, presidente executivo do Banco Cooperativo Sicredi. O executivo ainda coloca que a instituição desenvolveu mecanismos de gestão que permitem gerenciar e informar a aplicação dos recursos em projetos de energia limpa. 

“Este projeto traz um instrumento financeiro inovador no mercado de crédito e faz parte do esforço da IFC de apoiar instituições financeiras locais com crédito e conhecimento. Ele está alinhado com as prioridades estratégicas para o Brasil, no seu papel na promoção do financiamento verde e na contribuição para a redução das emissões do gás de efeito estufa (GEE)”, disse Carlos Leiria Pinto, gerente-geral da IFC no Brasil.

"A emissão do Sicredi demonstra a grande oportunidade que as instituições financeiras têm de impulsionar o mercado de títulos verdes e a economia do Brasil de maneira sustentável.  Esperamos que essa operação seja um grande passo para o setor de energias renováveis no país", comenta Tathyanne Gasparotto, diretora de Regiões da Climate Bonds Initiative.

Integrante do Pacto Global proposto pela Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), o Sicredi é comprometido com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Na operação junto à IFC estão sendo atendidos os objetivos 7, 9, 13 e 17, que tratam, respectivamente de Energia acessível e limpa; Indústria, inovação e infraestrutura; Ação contra a mudança global do clima; e Parcerias e meios de implementação.

A carteira de crédito do Sicredi para financiamento de projetos para uso de energia solar no Brasil totalizou R$ 2,8 bilhões em fevereiro deste ano, com aumento de 104% em relação ao mesmo mês do ano passado. Do saldo atingido, R$ 1,6 bilhão foi destinado a associados Pessoa Jurídica (PJ), R$ 621 milhões para Pessoa Física (PF) e R$ 571 milhões para associados do campo (agricultura familiar, médios e grandes produtores).

Entre as alternativas criadas pelo Sicredi para atender aos associados, além do crédito para energia solar, está o Consórcio Sustentável, que funciona como uma poupança programada, permitindo adquirir o equipamento ecoeficiente a partir da contemplação por sorteio ou lances, fixos e livres. Atualmente, o Consórcio conta com planos de 60 a 120 meses para compra de geradores de energia solar ou eólico, equipamentos de tratamento de água e esgoto e de iluminação de LED e aquecedores solares para água, entre outros. A carteira atual do produto é composta por R$ 1,1 bilhão em créditos e 21 mil cotas. Em relação ao mesmo período anterior de 2020, o produto cresceu 37,8% em créditos e 21,6% em cotas.

Internamente, o Sicredi segue uma Política de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental que tem entre seus pilares a difusão da sustentabilidade, a gestão de riscos socioambientais e operação com eficiência. Na prática, essas questões norteiam projetos como a construção de agencias sustentáveis, a exemplo da obra da sede da cooperativa Sicredi Itabuna, inaugurada na Bahia em novembro de 2020, e que foi feita no sistema de contêiner, sem utilização de água e sem geração de resíduos durante a construção, com uso de energia solar e sistema de elevadores que se recarregam automaticamente.

Outro exemplo de fomento ao desenvolvimento sustentável no Sicredi é a criação do Programa de Homologação de Integradores em Energia Solar (PHI) que, junto ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), qualifica e profissionaliza integradores parceiros das cooperativas de crédito para melhor atenderem aos associados locais. Recentemente, o Programa atendeu a mais de 300 empresas do segmento de energia solar que atuam na região da cooperativa Sicredi Pioneira, no interior do Rio Grande do Sul.

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