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Alelopatia: Plantas companheiras e antagônicas

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Caminhos da AgropecuáriaTudo sobre a agriculta e pecuária com a engenheira agrônoma e mestre em Desenvolvimento Regional, Marlise Lovatel. CREA/SC 076.116-5. Entre em contato pelo e-mail: [email protected]

04/03/2019 15h00Atualizado há 10 meses
Por: Redacao
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(Foto: Internet)
(Foto: Internet)

As plantas companheiras podem ajudar umas as outras de diversas maneiras, seja na melhor ocupação do solo, na utilização mais eficaz da água ou luz e de nutrientes. E também através da alelopatia, que é a capacidade das plantas de produzirem substâncias químicas – metabólitos secundários, liberadas ao seu redor (pela chuva, vento, sereno, raiz ou decomposição) que influenciam, favoravelmente ou não, o seu desenvolvimento e o de outras plantas.

Já as plantas antagônicas são aquelas que ao interagirem com outras plantas ou alguns animais (como algumas pragas) causam efeito inibitório. Duas plantas podem ser antagônicas se competirem intensamente pelo mesmo recurso (água, nutriente ou luz solar) ou se a presença de uma inibir o crescimento da outra por meio de liberação de substâncias químicas. Por exemplo, pepino e girassol precisam absorver boas quantidades de boro e, se plantadas juntas, acabam competindo, ou seja, não devem ser plantadas juntas.

Assim a alelopatia é qualquer efeito causado por um organismo sobre o outro através da liberação de substâncias químicas, produzidas pelo próprio organismo, que podem favorecer ou desfavorecer outras formas de vida. É com base nesta alelopatia que são criados muito dos inseticidas naturais utilizados na agricultura orgânica, como por exemplo, o inseticida de tagete (cravo de defunto – Tagetes erecta).

Variadas substâncias alelopáticas podem ser liberadas das plantas através da lixiviação dos tecidos, em que as toxinas solúveis em água são lixiviadas da parte aérea e das raízes; volatilização de compostos aromáticos das folhas, flores, caules e raízes sendo absorvidos por outras plantas; exudação pelas raízes, onde um grande número de compostos alelopáticos são liberados na rizosfera circundante, influindo direta ou indiretamente nas interações planta/planta.

Assim, as substâncias de uma planta podem inibir ou contribuir com o desenvolvimento de outras plantas de diferentes espécies, afetando diretamente plantas cultivadas próximas umas das outras, ou em sucessão de culturas. Considerando a proporção alelopática entre plantas companheiras e antagônicas, pode-se utilizar deste mecanismo técnico para escolher culturas a serem plantas consorciadas, para que ocorra o benefício mútuo entre espécies (companheiras), e, quando se deseja inibir o crescimento de alguma planta, pode-se cultivar então as que são antagônicas. Manejo no qual é possível utilizar os compostos químicos à favor do que se objetiva.