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Especial Colono e Motorista

Luiz Carlos Brugnerotto, o Melão, conta sua trajetória como caminhoneiro

Segundo ele, a distância da família também pesa na vida do estradeiro

25/07/2021 09h24
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Por: Redacao
Parado há 3 anos, ele administra a sua frota de três caminhões (Fotos: Portal Minha Descanso)
Parado há 3 anos, ele administra a sua frota de três caminhões (Fotos: Portal Minha Descanso)

Os caminhoneiros enfrentam muitas adversidades em seu dia a dia, rodando pelas estradas brasileiras e encarando diversos desafios. Entre eles, a distância da família e, até mesmo, riscos de acidentes. Neste dia 25 de julho comemora-se o dia desses guerreiros e Luiz Carlos Brugnerotto, popular Melão, conta um pouco da sua história.

Filho de Amantino e Rosa Brugnerotto, agricultores e moradores da comunidade de São Valentim, Luiz Carlos demostrava paixão pelos caminhões desde criança. Com o asfaltamento da SC-163, antes SC-386, o movimento de cargas pesadas começou a aumentar na região e isso instigou ainda mais o jovem em dirigir caminhão algum dia.

Antes, seu pai Amantino já havia com comprado um F600 em sociedade com um de seus tios. Como não gostou da profissão, acabou vendendo a sua parte e desfazendo a sociedade. Três dos seus quatro filhos homens se tornaram motoristas profissionais, o outro continua na agricultura, relata Luiz Carlos.

Já aos 18 anos, Melão começou a trabalhar com caminhão de pequeno porte, aos 19 já viajava com um truck e alguns anos mais tarde de carreta. Em 2012 realizou o sonho de ter seu próprio caminhão e hoje conta com uma frota de três veículos.

Nos mais de 20 anos de estrada, Melão viajou por diversos estados brasileiros e Paraguai, mas o que mais gostava era de fazer o transporte de grãos da lavoura direto ao silo, o que acontecia nos meses de colheita da safra. Dos lugares percorridos, destaca gostar muito do Rio Grande do Sul e do município de Sorriso, no Mato Grosso.

Mas nessas andanças nem tudo é maravilha. “Na estrada ainda precisa de muita segurança, locais de parada, de descanso. Hoje, em muitos postos você precisa pagar estacionamento para ter segurança e não te roubarem”, conta. As péssimas condições da malha viária também é outro problema relatado por Luiz Carlos, o que acarreta um gasto extra na manutenção do veículo, além causar muitos acidentes, que “graças Deus nunca me envolvi em acidente e nunca fui assaltado”, exclama.

A distância da família também pesa na vida do estradeiro. Mesmo levando sua mulher, Rosane, e seu filho Felipe para viajar quando podiam, os meses longes doíam no peito. “Já fiquei 76 dias longe de casa, perdi encontros de catequese, primeira eucaristia do meu filho, eram os padrinhos que iam no meu lugar”, fala.

Parado há 3 anos, Luiz conta que sente saudades das viagens, mas também está feliz por estar perto da família. Hoje, administra sua empresa que conquistou com muito amor, dedicação e trabalho.

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