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Agropecuária

Dedicação em produzir frutas há mais de 28 anos

Pêssego, uva e nectarina foram opções pela pouca quantidade de terra na época

22/01/2020 10h15Atualizado há 1 mês
Por: Redacao
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As duas famílias Mattiello, de linha Burin, contabilizaram de outubro até agora mais de 860 veículos na propriedade
As duas famílias Mattiello, de linha Burin, contabilizaram de outubro até agora mais de 860 veículos na propriedade

Com pouca quantidade de terra e perspectiva de ter uma boa renda, os irmãos Gilberto e Idemar Mattiello, que nasceram em Quilombo (SC), formaram parceria e optaram pela produção de frutas há mais de 28 anos. Eles e suas esposas buscaram conhecimentos e se especializaram em uva, pêssego e nectarina para atender consumidores cada vez mais exigentes. As duas famílias residem na comunidade de linha Burin, interior de Descanso.

Segundo Gilberto, além do pêssego que neste ano atingiu 89.500 quilos em seis hectares, são três hectares destinados à uva das variedades niágara branca, niágara rosada e bordô. Das videiras são produzidas, em média, 10 mil litros de vinho colonial por safra. Uma parte é vendida in natura e a outra se faz produção de vinagre. As famílias também possuem espaço para produzir nectarina.

O que ainda chama atenção quanto aos números é a quantidade de visitantes na propriedade rural. De outubro até agora foram anotados 860 veículos. As pessoas representam diversas localidades do Brasil e do mundo: capital estadual, Tocantins, Goiás, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo, Porto Alegre, Bolívia, Paraguai, região, entre tantos outros.

A venda da produção diretamente na propriedade é resultado de dois fatores, conforme Idemar. “Essas pessoas visitam seus familiares e parentes na região e também porque os nossos produtos são bons. Na safra passada foi a metade do número, então, significa que está aumentando cada vez mais os consumidores. Donos de mercados vem justamente comprar o vinho com a gente porque tem noção do produto”. Do turismo rural, que não saiu do papel no município, ele é enfático: “a gente faz acontecer na nossa propriedade”.

Confiança

A mulher de Idemar, a produtora Irones fala que, sobre as frutas, as despesas são pagas e o lucro é dividido sempre à noite em duas partes. Tudo é registrado em cadernos e guardado a cada ano, até os veículos que passam pelo local. Já as miudezas (mandioca, batata...) são particularidades de cada família.

Começo

Como tem parentes morando na Serra Gaúcha, verdadeiros especialistas em frutas, as famílias Mattiello pegaram dicas. Ainda buscam conhecimento até hoje porque todos os anos, praticamente, vão para lá.  

Mas nem tudo foi ‘mar de rosas’ no início. Pela falta de recursos, eles fizeram as próprias mudas, processo que demorou para ter frutos. E devido à grande quantidade de variedades, mais tarde, a produção até foi boa, mas a venda não evoluiu, lembra Gilberto.

O amor por frutas foi ganhando espaço na vida de Jacinta, esposa de Gilberto. “Eu era acostumada com produção de leite, mas tive que me adaptar. Depois que sai de casa, a gente esquece e foca na vida a dois”, fala.

Expectativa de mercado

Produtores de Santa Catarina aguardam aprovação do governo para a isenção de impostos até 20 mil litros de vinho artesanal. Mesmo assim, os negócios ganham sempre um toque especial para os Mattiello. “Nós ficamos na roça por amor ao serviço”, finaliza Idemar.

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